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Dança Contemporânea do Japão – dia 24 de agosto de 2008

Para apreciar integralmente um espetáculo de dança contemporânea é necessário que o expectador possua um certo conhecimento prévio de como a coisa funciona. Sabe, não é aquela coisa cheia de movimentos e energia, mas todo um trabalho focado na expressão corporal e nos efeitos visuais/plásticos do momento, com o objetivo de tocar emocionalmente a pessoa que assiste à apresentação.

É triste dizer isso, porém eu não me senti tocada pela peça. Foi algo bonito de se ver só que ao mesmo tempo nem todos estavam preparados para aquilo. Tanto que muitas pessoas não ficaram até o final. Além disso, eu particularmente não entendi muita coisa do que se passou (e no fundo nem sei se era pra ser entendido, já que era uma obra e cada um tem sua interpretação).

Só depois que eu li no guia que nos deram é que eu captei alguns detalhes, no entanto nada que me fizesse gostar mais ou menos do espetáculo.

Aqui em Curitiba foram apresentadas duas peças: “Laughing Soil” e “Nikki – Diary: The drawers of mother’s”. Farei uma breve descrição junto com as minhas impressões sobre cada uma delas.

– “Laughing Soil” (Terra Risonha) – Pelo que eu consegui entender depois de ler, a peça falava sobre o contato com a terra e algumas lendas folclóricas (tinha até o Saci Pererê e acho que tinha um Bumba Meu Boi). Foram feitas várias audições e 10 dos dançarinos eram brasileiros. Esse espetáculo foi animado até, teve seus bons momentos, mas nada que tenha me tocado muito profundamente.

“Nikki – Diary: The drawers of mother’s” (Diário: as gavetas da minha mãe) – No guia a autora diz que é uma peça que conta sobre como pegar uma peça de roupa da mãe já falecida faz com que a personagem principal (e única dançarina da peça) tente reviver as memórias da mãe, como se estivesse lendo um diário. O problema é que, para espectadores mais desavisados a apresentação foi bastante cansativa, mesmo só tendo 25 minutos de duração.

Sobre o(a) autor(a)

Mylle Silva

Sou escritora, roteirista e artesã. Apaixonada pela cultura japonesa, vivo com ela uma relação de amor e ódio desde 1996. Tento sobreviver entre palavras (www.oficinadeescrita.com.br) e encomendas (www.nhom.com.br)

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