Hana Matsuri

[Pós-Evento] Hana Matsuri 2009

Uma palavra: estava QUENTE lá dentro. De qualquer maneira eu achei um bom evento, ainda mais por ser o primeiro feito sem o idealizador disso tudo, que é ninguém mais, ninguém menos que Claudio Seto. No final das contas que acho que a missão foi muito bem cumprida (e bastante comprida também, com o perdão do trocadilho).

Antes de mais nada, devemos sempre lembrar que um Matsuri não é feito para os jovens, então são completamente infundadas quaisquer reclamações do tipo “não tinha concurso cosplay, por isso o evento estava horrível”. Logo mais contarei porque não teve concurso cosplay. Os matsuris são eventos de Cultura Japonesa e Nippo-brasileira, ou seja, “abrasileirações” de coisas japonesas, como por exemplo Matsuri Dance. Agora posso começar a análise.


Tenda Cultural

Achei particularmente péssima aquela parte perto da “Tenda Cultural” – que no final das contas de tenda não teve nada – só de olhar me dava um vazio enorme, um espaço sem nada, no qual nem dava pra ficar sentado tranquilamente porque estava quente demais por lá. Gostei bastante das apresentações de Artes Marciais que aconteceram na “Tenda” e também da Oficina de Taikô que aconteceu no sábado. Fiquei bastante triste porque o pessoal do Wakaba mudou a oficina de Yosakoi Soram para o Palco sem avisar nada, mas tudo bem, vamos levando.

Oficina de Taikô


Palco Principal

As atrações do Palco, no segundo andar, foram um pouco mais do mesmo. O show de Taikô do Wakaba roubou a cena assim que apareceu, como era de se esperar. E posso não estar certa, mas eu não me lembro de ter visto o Oodaikô (aquele tambor bem grande) em nenhum Matsuri antes. As apresentações de dança e karaokê também foram muito boas, pena que nem todos prestam a devida atenção a essas atrações. Ah sim, quase ia me esquecendo que no sábado de tarde aconteceu uma apresentação da Dança Indiana, bem ao ritmo de Caminho das Índias.

Show de Bandas de J-music

Eu gosto da banda Kanpai, eles tocam bem e tudo mais… Mas uma coisa deve ser dita: os shows são bem parecidos. Eu sei que não é nada fácil tocar uma música, mais ainda apresentar-se, no entanto se eu tivesse a desenvoltura musical que eles têm eu faria versões das músicas. Brincar com as músicas, como por exemplo uma versão punk rock de Pokémon. Sabe, ultrapassar o simples cover e criar um pouco mais. De qualquer maneira o público estava muito animado nesse show, impressionante até.

Super fãs da Kanpai!

Já a banda Black Heaven, que tocou quase no final da evento, infelizmente não conseguiu prolongar muito a apresentação devido a mudança tanto de baterista quanto de baixista. Então ficamos no aguardo para vê-los com força total!

Matsuri Jam

No sábado aconteceu algo bem interessante: a partir de uma parceria do grupo Akaryuu com a banda Kanpai surgiu o Matsuri Jam, que nada mais é do que tocar músicas de Matsuri Dance ao vivo com pessoas dançando junto , naturalmente. Foi uma união feliz, já que o pessoal da banda Kanpai sempre peca um pouco em presença de palco e as pessoas dançando preencheram essa lacuna.

Isso que é Matsuri Jam!


Pessoas por todos os lados

Estava quente, por isso as pessoas realmente tinham que sair e isso deu um rolo só. Era carimbo pra um lado, gente sem marca querendo entrar de volta do outro… Na hora do almoço de domingo então, deu aquele congestionamento na Praça de Alimentação. No ano passado foram cerca de 13 mil pessoas nos dois dias de Hana Matsuri e eu estimo que nesse ano deve ter sido mais ou menos a mesma coisa. A diferença é que esse ano o espaço era muito menor…

Afinal, por que não teve Concurso Cosplay?

Bem, falarei por mim agora (como se eu já não estivesse falando, hehe). Me cansei um pouco das várias discussões sobre cosplayers versus matsuri. O fato é que, como o público do evento é bastante amplo, algumas pessoas não sabem respeitar umas às outras e na hora do concurso cosplay isso se mostra ainda mais. Muitos reclamam que são vaiados e xingados durante as apresentações, então decidi acabar com isso durante os Matsuris. Além disso, convenhamos, ninguém recebeu nenhum mérito por ser vencedor de um concurso de Matsuri. Temos que pensar em qualidade e não em quantidade. Não sou contra ter um prêmio legal pro vencedor do concurso, mas acho que além disso deve vir o reconhecimento, o merecimento da coisa toda. Porque se for pra fazer um Concurso Cosplay qualquer, tudo bem, façamos um na Rua XV que será praticamente a mesma coisa de um Matsuri.

Sobre o(a) autor(a)

Mylle Silva

Sou escritora, roteirista e artesã. Apaixonada pela cultura japonesa, vivo com ela uma relação de amor e ódio desde 1996. Tento sobreviver entre palavras (www.oficinadeescrita.com.br) e encomendas (www.nhom.com.br)

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