Resenha: Kitchen, de Banana Yoshimoto

Antes de mais nada, deixe-me esclarecer que essa é uma resenha de um livro de uma autora japonesa e não tem nada a ver com mangá. Então se você esperava uma resenha de um novo lançamento de quadrinhos, pode parar de ler por aqui. Falarei sobre o primeiro livro da autora Banana Yoshimoto, o qual me foi emprestado pela minha amiga Marília Kubota. Aliás, ela me emprestou-o logo depois que eu lhe mostrei algumas coisas que eu escrevia. Me deu o livro dizendo que “ela escreve bonitinho”.

Bem, eu adoro ler, leio sempre que posso, mas confesso que leio um tanto quanto devagar. Conheço pessoas que lêem muito rápido e mal sei como conseguem. No entanto, eu leio apenas uma vez e depois lembro da história por muito tempo. Claro que releio certos livros, mas no geral isso não acontece. “Kitchen” é um livro bem rápido de se ler, leve e gostoso, com suas 162 páginas divididas em 3 contos. E todos abordam um só assunto: a perda de alguém muito próximo e especial.

A autora de “Kitchen”, Banana Yoshimoto

Nas duas histórias (já que os dois primeiros contos fazem parte da mesma trama) a personagem principal tem que enfrentar a realidade pós-perda de alguém bastante especial. Em “Kitchen”, Mikage acabara de perder a avó e não sabe que caminho tomar, já que não tinha mais os pais nem qualquer outro parente por perto. Nisso é acolhida por Yuuichi e sua mãe, Eriko (uma pessoa nada normal, eu diria). Assim a moça começa a lutar para superar tamanha perda e continuar a viver. Já em “Lua Cheia (Kitchen 2)”, Mikage e Yuuichi sofrem um novo abalo e buscam um caminho para uma nova vida juntos.

“Moonlight Shadow”, o terceiro e último conto do livro, a personagem Satsuki perde seu namorado em um acidente de carro e começa a correr todas as manhãs para ocupar a mente. É então que encontra Urara, uma jovem misteriosa que diz que num dia muito especial que só acontece de cem em cem anos, algo único aconteceria. Tal informação encheu a vida da moça de um novo colorido e objetivo, fazendo com que ela tivesse forças para continuar a viver.

Enfim, é um livro bem bonitinho mesmo, que te fará chorar meio que sem querer. Você fica lendo e pensando em todas as pessoas que lhe são especiais mas que de uma hora para outra podem não estar mais ao seu lado. Tudo bem, por mais clichê que isso seja, é a mais pura verdade, infelizmente.

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