Eventos

Resposta do Nikkei ao Jornal do Batel

No dia 10 de dezembro foi publicada uma matéria no site do Nikkei Curitiba em resposta às reclamações dos moradores apresentadas no Jornal do Batel de novembro. O texto foi escrito pela jornalista Marília Kubota.

INCIDENTES MINI-MATSURI
10/12/2008

A Associação Cultural e Beneficente Nipo-brasileira de Curitiba vem recebendo reclamações sobre o Mini-matsuri, evento realizado todo primeiro fim de semana do mês na Praça do Japão.
Um internauta escreveu ao Site do Nikkei e cinco leitores ao Jornal do Batel, publicação do bairro onde se realiza o evento. Participantes do matsuri e moradores do bairro reclamam de jovens que vão aos matsuris apenas para beber e do lixo acumulado após a festa.

A diretora de eventos do Nikkei, Claudia Hamasaki, diz que para evitar que jovens mal-intencionados sejam atraídos para a festa, no próximo matsuri o som será retirado. Já foi feito um pedido de reforço do policiamento para a Polícia Militar e o serviço de limpeza pública pode ser acionado na praça e nos arredores, onde forem detectados sinais de sujeira.

A organizadora do Mini-Matsuri, Myllena Silva, diz que o problema (jovens embriagados) só será contornado com o tempo. “Com a popularização do evento é natual que pessoas indesejadas acabem aparecendo. A questão é que tais pessoas deturpam o todo, o propósito principal”, explica. No Site Tadaima ela vem fazendo advertências aos particpantes que cometem abusos desde que teve noticias de incidentes, há cerca de três meses.

O Site do Nikkei lembra aos leitores e à comunidade que até há cinco anos os grandes matsuris foram realizados na praça, sem registro de incidentes. Pelo contário, a organização recebia elogios pela “disciplina japonesa”. Ou seja, por fazer um evento que chegava a atrair milhares de pessoas ao local e entregar a praça.como se não houvesse acontecido um festival ali.

O Nikkei Curitiba pretende preservar esta tradição e pede que qualquer incômodo seja registrado para ser solucionado.

Sobre o(a) autor(a)

Mylle Silva

Sou escritora, roteirista e artesã. Apaixonada pela cultura japonesa, vivo com ela uma relação de amor e ódio desde 1996. Tento sobreviver entre palavras (www.oficinadeescrita.com.br) e encomendas (www.nhom.com.br)

5 comentários

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  • isso vem ocorrendo infelizmente por que os eventos estao mesmo tomados por pessoas que nao tem oq de melhor pra fazer!
    lembro o tempo que so era visto nesses eventos pessoas que realmente respeitavam-o.
    e triste ver algo tao bom e que, particularmente, gostava tanto se tornar nessa “zona”
    certa vez em um marsuri, pra ser especifica no momento do bon odori, um grupo de pessoas que nao tem nada pra fazer pegou todos os papeizinhos de desejo (aquele pra colocar na arvore) e jogaram pra cima das pessoas que estavam dançando, ate alguns dos pedidos.
    O erro: eles fazerem do evento uma mega propagenda na tv. posso parecer conservadora, mas isso e o necessario para que so pessoas que realmente gostem e respeitem o evento apareçam, pois sao essas que (tal qual meu exemplo) buscam em sites, como o tadaima! toda virada de estaçao para visitar o evento

  • 1º acho que quem ja foi em algum desses mini-matsuris percebeu que é quase inexistente a presença de descendentes de japoneses, com exceção nas barraquinhas de comida, por exemplo no clube nikkei ou na apresentação de taiko que aconteceu no teatro guaira realmente só há ou se via praticamente descendentes, agora nos matsuris e nos mini-matsuris a presença é apenas de pessoas que não possuem uma ligação definida por sangue ou tradição com o evento. Ha uns tempos atras quando o bum da moda manga, anime não havia explodido, se encontrava mais familias e curiosos em si, entretanto agora só se vê adolescentes ligados a essa moda alternativa teen otaku, que é uma coisa boa de certa forma porque realmente eu acredito que as pessoas aqui descendentes em curitiba muito pouco ou nada tem de ligação com o japão. Eu mesmo era um caso, e essa nova onda, tras um entusiasmo novo, um universo cultural atrativo do que simplesmente a mesma e tradicional cultura, oq ue há de problematico nisso é que a maioria dos jovens em si, como se enquadra no âmbito alternativo e adolescente ao mesmo tempo, gera um comportamente infantil e bobo, mas a questão mais seria mesmo, não nem a sugeira ou o barulho, e sim ao meu ver é decorrente da violência, que pra mim tem um grupo real que causa o problema

    Skinheads – são um grupo que vai apenas para arrumar confusão, e com certeza estão em todos os casos em agressões a homossexuais ou a pessoas de outras tribos em geral nos eventos, esse pra mim sem duvida é o maior problema dos minimatsuris

  • Dicordo e condordo da citaçao acima (Anonimo)…

    Essa coisa de descendentes e ligaçao por sangue meio ridicula… A ida de pessoas sem ligaçao ao japoneses a praça e totalmente normal (eu sou um deles)…

    Acredito que a ideia dos Matsuris seja atrair os jovens (concientes) para a cultura japonesa… Mas infelizmente como quaquer outro lugar, pessoas indesejaveis e baderneiras acabam por ir… Justamente por nao ter nada melhor para fazer…

    E sim… Skinheads estoa de fato se tronando um problema… Eu pessoalmente nunca os vi atrapalhando os eventos… Mas a cada matsuri que se passa, os skinheads sao cada vez mais citados…

    Um maior policiamento realmente resolveria o problema… Mas, um policiamento conciente, e nao guardas cujo recolhem, ou pedem para guardar os canetoes que nos usamos em nossas famosas “plaquinhas” (tanto ja vi como ouvi sobre casos assim)… A ideia e providenciar proteçao, e nao o fim da diversao…

    Esses dois meses vao servir para os fequentadores refletirem sobre suas açoes em eventos, para uma melhor organizaçao (que para mim ja esta otimo) e um momento para os moradores locais esfriarem a cabeça…

    So espero que, esses “posers” revoltadinhos com a decisao nao façam nenhuma besteira… Como ir na Praça para ficar fazendo bagunça e coisas do genero… Isso so vai piorar as coisas…

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