Tadaima no Japão

Tadaima! no Japão – Primeiras Impressões

Dentro do trem, voltando para a estação Tama dia 30/09

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De outubro de 2011 até março de 2012 o Tadama! Curitiba terá uma correspondente no Japão. Aliás, pode parecer uma coincidência incrível, mas eu sou a única correspondente do Tadaima aonde quer que eu esteja, então… Vamos lá conhecer o Japão! Ou um pedacinho dele.

Antes de mais nada, vou explicar como cheguei na terra do sol nascente. Passei numa bolsa de estudos e no momento estou aqui, morando no alojamento da Tokyo University of Foreign Studies. Como já é do meu feitio, eu gosto muito de observar as coisas a minha volta, farei o possível para registar aqui no Tadaima! minhas impressões sobre a vida no Japão.

Vista da sacada do meu quarto - campo de Beisebol, Atletismo, etc

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Cheguei aqui no dia 29 de setembro de 2011 às 8h30 (28 de setembro às 20h30 no Brasil). Logo de cara eu já enfrentei um problema: minhas malas não chegaram comigo. Vou logo avisando que não sou tão boa assim em língua japonesa, mas no aeroporto as pessoas falam inglês também, então consegui misturar bem. O aeroporto de Naritafica mais ou menos há 3h30 de trem aqui da universidade e, depois de mais ou menos 30h de viagem, a aventura estava apenas começando.

Havia uma pessoa esperando por mim no aeroporto, que me esperou pacientemente do lado de fora enquanto eu resolvia a situação das malas. Saí de lá e 1h depois de chegar – o que seria uma extrema gafe aqui no Japão numa situação normal, vale lembrar. Depois de pedir muitas desculpas, ela perguntou se eu gostaria de ter um cartão de metrô. Ele custa 500 yen (cerca de R$10,00) e pode ser recarregado a qualquer momento em qualquer terminal de trem.

Cartão de transporte PASMO - Densha mo, Bus Mo. É só encostar a carteira no sensor com o cartão dentro para liberar a catraca

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O transportedo aeroporto até aqui custou cerca de 2000 yen (cerca de R$40,00). No trem, como era de se esperar, poucas pessoas conversam e a maioria delas ou está trocando mensagens no celular ou está dormindo. Isso é bem comum, já que os japoneses estão bastante acostumados a realizar viagens diárias de casa até o trabalho e vice-versa. A moça que me recebeu comentou que da universidade até a casa dela são necessárias 5h de viagem de ônibus – o meio mais barato de andar.

Chegando na universidade, fui apresentada a outra moça, que me mostrou o quarto, que é todo bonitinho – e pequeno, como um bom quartinho japonês. Como sou uma pessoa de sorte, fiquei no alojamento que tem quartos com banho individual – no outro alojamento o banho é compartilhado, ou seja, não há chuveiro nos quartos.

Meu quarto um pouco bagunçado

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Pensei no banho. Ah, como seria bom tomar um banho logo depois de tanto viajar. Doce ilusão já que, sem as malas, eu não tinha sequer um sabonete. E agora, onde se compra sabonete? E toalha? E por favor, ao menos uma camiseta limpa… Ok, vamos pensar agora que, além de não falar tão bem japonês eu estava cansada, mas não havia saída. Perguntei como chegar na loja mais próxima e fui. Vale lembrar que aqui no Japão o mais perto normalmente leva cerca de 30 minutos para chegar, somando o trajeto de trem e o trajeto à pé… E eu só queria comer e tomar banho. Enfim.

A universidade fica bem perto da estação de Tama. Recebi instruções de ir até a estação de Musashi-Sakai e fazer comprinhas na Ito Yokado, uma loja de departamento enorme, na qual eu encontraria tudo o que precisava. No Japão as lojas de departamento são como shopping centers, só que muito mais setorizados. Por exemplo, há um andar apenas com roupas, outro só com utensílios de cozinha, etc. Outra coisa que chama a atenção é que as lojas não são separadas por paredes.

O andar é, na maioria das vezes, todo aberto e os produtos são concentrados numa certa região, perto do caixa da loja. Acredito que isso acontece para um melhor aproveitamento do espaço. Além disso as pessoas podem pegar os produtos sem problemas. Por exemplo, vi pessoas experimentando os sapatos em exposição sem problemas, algo que seria muito estranho no Brasil.

Algumas propagandas que peguei pelo caminho

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Eu andei, andei bastante. Procurar os produtos mais baratos não é tarefa fácil, mas é possível economizar. Aqui o consumismo é muito grande, chega a ser perigoso. Sempre me pego pensando “preciso mesmo comprar isso?”, porque TUDO é encantador e chama a atenção. E olha que, mesmo assim, andei comprando umas porcarias.

Voltei para a universidade cerca de 3h depois. Somando a ida e a volta gastei 340 yen  (mais ou menos R$7,00), 170 yen na ida e 170 yen na volta. Só então consegui descansar como eu queria: com um belo banho e um bom sono. Felizmente na manhã do segundo dia recebi minhas malas sãs e salvas.

Algumas comprinhas - tirando os mangás e os brindes, tudo do 100 yen shop

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Na manhã do segundo dia fui novamente a Musashi-sakai, dessa vez para achar uma loja de 100 Yen– uma espécie de R$1,99 japonês. Nas fotos do post estão alguns produtos que comprei por lá. Ah, também encontrei uma livraria e comprei um mangá, porque ninguém é de ferro…

Por hora só dei uma pincelada do que fiz por aqui, pretendo escrever sobre alguns assuntos com mais detalhes. Espero que gostem e acompanhem essa jornada comigo – um exercício de viver consigo mesmo numa terra desconhecida. Prometo tirar muitas fotos e trazer muitas novidades quentinhas!

Atravessando o céu azul 😉

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Sobre o(a) autor(a)

Mylle Silva

Sou escritora, roteirista e artesã. Apaixonada pela cultura japonesa, vivo com ela uma relação de amor e ódio desde 1996. Tento sobreviver entre palavras (www.oficinadeescrita.com.br) e encomendas (www.nhom.com.br)

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